29 agosto 2016

Michelly Oliveira

Fundamentos Agile: O básico, o simples

 
Há muitos "sabores" do Agile : XP, Scrum, FDD, Kanban, SAFe, LeSS e assim por diante. Estes são chamados de "frameworks ágeis", e cada um tem sua própria meta : XP é focado no desenvolvimento de um software , Scrum é focado na organização de um processo de equipe e SAFe é focado em projetos em grande escala. Embora as muitas e óbvias diferenças entre os frameworks (objetivos E práticas) , todos eles falam a mesma língua : Agile.

O efeito Scrum

Scrum é o framework mais didático e popular. É fácil de usar, e ainda traz muitos desafios à sua utilização. A Scrum Alliance oferece treinamentos e certificações bem aceitos para diferenciar os profissionais que são treinados na utilização de Scrum para entregar software. Assim, embora eu ache que XP ainda é o framework ágil mais completo para uma equipe, muitas empresas estão começando sua jornada ágil através do Scrum. Muitas pessoas pensam que Scrum é sinônimo de Agile.

Rude despertar

Há muitos profissionais de software em todo o mundo. Mais cedo ou mais tarde, um profissional que utiliza apenas Scrum vai tropeçar em cima de alguém que fornece software muito bem usando Kanban, ou usando apenas XP. Isso é muito comum. E, geralmente, este não é um momento do tipo: neste momento, o profissional Scrum percebe que há algo muito maior do que Scrum. Isto é Agile. E então uma nova (e enorme) viagem começa: a compreensão do universo Agile através de estudo e experimentação de sua grande variedade de frameworks, a descoberta de novos papéis e disciplinas e a abstração de um método.

Incrementos, ciclos curtos e feedback

Esta é a essência do Agile. Se você ou sua equipe oferecer software através de pequenos incrementos, demonstrando-o em curtos períodos de tempo, para recolher feedback que vai influenciar o software que está em desenvolvimento (e o processo que você está usando para isso), você está fazendo Agile. Você não precisa mesmo nomear o processo que você está usando. Você está apenas entregando software.
Dependendo do contexto você e sua equipe estão desenvolvendo um software (uma startup com 5 pessoas ou uma grande empresa com 6.000 pessoas) você vai precisar de conjuntos de ferramentas e processos totalmente diferentes para entregar pequenos incrementos de software em ciclos curtos e recolher feedback. Aqui vem a variedade de frameworks ágeis disponíveis para nós usarmos.

Concentrando-se nos fundamentos Agile

O Consórcio Internacional de Agile (ICAgile) está oferecendo um conjunto de treinamentos e certificações focados em trabalhar com Agile, não importa o framework que você está usando. A principal preocupação do ICAgile é ensinar as pessoas a essência do Agile e como trabalhar com ele, desde o levantamento de requisitos até o testar um software. Eles não oferece qualquer tipo de framework ou processo, ajudando as pessoas a entender a mentalidade por trás de cada framework Agile existente, e torná-lo mais fácil e seguro de usar/mesclar os frameworks, dependendo do problema que você está tentando resolver.
Como o processo de certificação do ICAgile concentra-se em ensinar as pessoas como entregar software com uma mentalidade Agile, e não na mecânica e processos específicos, eu realmente acredito que essas faixas de formação, muito mais do que suas certificações, podem nos ajudar a orientar os profissionais de software através de um verdadeiro desenvolvimento/entrega ágil de software.


Link(tradução): Adaptworks

27 agosto 2016

Michelly Oliveira

Gerenciando a vida com kanban

 

Aprenda como organizar o dia a dia, planejar viagens, priorizar leituras e manter as séries em dia usando um quadro kanban


por Paula Ribas

O kanban é um sistema de sinalização bastante usado por quem trabalha com metodologias ágeis. De origem japonesa, a palavra kanban significa "cartão visual" (ou registro visual). No desenvolvimento de software, o método consagrado por David Anderson é usado para dar visibilidade ao fluxo de trabalho, limitar a quantidade de tarefas em andamento e facilitar a melhoria contínua dos processos de um time.
E não é só para o desenvolvimento de software que o kanban é útil. Além de ser adotado em várias indústrias diferentes, o sistema é também uma ótima opção para ajudar na organização pessoal.
Mas como e onde aplicar o kanban na vida? Vamos começar pelo básico: construir um quadro kanban.

 O quadro kanban




Um quadro kanban em geral é dividido em três colunas: a fazer, fazendo e feito. É uma maneira simples e intuitiva de organizar e gerenciar o andamento de tarefas e atividades. Não significa, no entanto, que você não possa adaptar a divisão de colunas para situações e necessidades específicas.
A ideia do quadro kanban é funcionar como uma visualização objetiva e funcional. Para isso, você pode usar tanto post-its na parede do seu quarto, quanto uma ferramenta como Trello, Taiga, Kanboard, Kanbanchi etc.
Para exemplificar algumas aplicações do kanban para organização pessoal, usamos o Trello, uma ferramenta já bastante popular e disponível gratuitamente nas versões desktop e mobile.

Kanban para organizar tarefas do dia a dia


Para visualizar o quadro completo clique aqui


Sabe aquele monte de coisa que você tem para fazer mas sempre se esquece? Pagar uma conta, adicionar aquele item na lista do supermercado... Ou aquelas outras que você sabe que precisa fazer mas procrastina até não poder mais? Marcar um horário no dentista, arrumar o armário bagunçado…
Pois é. Passar tudo isso para um quadro kanban é uma boa forma de evitar esquecimentos e até mesmo a procrastinação, já que visualizar continuamente o que precisa ser feito funciona como um estímulo para finalizar tarefas e mover cartões para a coluna de itens concluídos.
Como o quadro preferencialmente deve ser visualizado todo dia, montá-lo em uma parede usando post-its pode ser uma boa opção. Um quadro no Trello, por outro lado, tem como vantagem poder ser atualizado onde quer que você esteja — desde que você tenha o aplicativo instalado no celular. Use o que fizer mais sentido para você.
Ah, o modelo acima de quadro para organização do dia a dia está disponível para ser copiado no Trello (basta clicar em Menu > Mais > Copiar quadro) e adaptado da forma que você quiser.

Kanban para planejar viagens

Para visualizar o quadro completo clique aqui

Planejar uma viagem envolve muita coisa: escolher datas, definir roteiro, comprar passagens, reservar hotéis, e por aí vai. Do momento da decisão de viajar ao momento de partir rumo ao destino, é tanta coisa para resolver que fica fácil se perder e deixar detalhes importantes para a última hora.
É aí que entra o kanban: usando um quadro simples, você se organiza para planejar tudo com antecedência e com facilidade. Fazer um levantamento de tudo que precisa ser feito e deixá-lo visível te ajuda a priorizar as tarefas mais importantes ou mais urgentes e garante que você não se esqueça de nada.
O exemplo de quadro para planejamento de viagem acima também está disponível para ser copiado no Trello e adaptado como você achar melhor.

Kanban para priorizar leituras

Para visualizar o quadro completo clique aqui


Se você ama ler, há boas chances de que você sofra de dois problemas comuns entre amantes de livros: comprar livros compulsivamente e não conseguir lê-los na mesma velocidade e/ou começar várias leituras simultaneamente, estendê-las durante meses e abandonar algumas pelo caminho. Se esse for o seu caso, o quadro kanban pode ser a solução dos seus problemas (é sério).
Visualizar as leituras que estão em curso, as que estão paradas e os próximos livros que você quer ler pode tornar mais simples a tarefa de gerenciar sua rotina de leitura. Lembra da função de limitar a quantidade de trabalho em andamento que o kanban cumpre no desenvolvimento de software? A lógica é a mesma: se a coluna "Lendo" ou a coluna "Não terminei" estiverem muito cheias, talvez seja melhor concluir alguns livros antes de começar outros.
Na coluna "Quero ler", você pode adicionar e priorizar os próximos a serem lidos. Uma boa prática é mover para o topo os cartões dos livros que você considerar prioridades, deixando-os sempre visíveis e à frente dos demais na fila de leituras.
O modelo de quadro para organizar leituras também está disponível para cópia e adaptação no Trello.

Kanban para manter as séries em dia

 Para visualizar o quadro completo clique aqui

Vamos falar de um vício cada vez mais comum: séries. Você sofre crises de abstinência quando acaba uma temporada? Troca um bar no sábado por uma maratona daquela série que acabou de sair no Netflix sem pensar duas vezes? Acompanha tanta série de uma vez que não sabe nem por qual começar quando chega o final de semana? O kanban pode te ajudar!
Como tem sempre aquela época no ano em que várias temporadas novas são lançadas ao mesmo tempo, visualizar tudo em um quadro pode te ajudar a se programar melhor. E quando o "Assistindo" estiver mais vazio, dá até pra escolher entre começar uma série nova ou dar mais uma chance para uma daquelas que você abandonou.
Da próxima vez que alguém te perguntar o que você tem assistido ou pedir indicações de séries, é só compartilhar seu quadro! O modelo de quadro para organizar séries que você viu ali em cima está disponível para ser copiado e adaptado com as suas favoritas.



Fonte: https://medium.com/%C3%A1gil-al%C3%A9m-do-software-thoughtworks/gerenciando-a-vida-com-kanban-55139b9026bc#



05 agosto 2016

Michelly Oliveira

Princípios do manifesto ágil

 


Nós seguimos os seguintes princípios:
  • Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, através da entrega adiantada e contínua de software de valor.
  • Aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adequam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas.
  • Entregar software funcionando com frequência, na escala de semanas até meses, com preferência aos períodos mais curtos.
  • Pessoas relacionadas à negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diariamente, durante todo o curso do projeto.
  • Construir projetos ao redor de indivíduos motivados. Dando a eles o ambiente e suporte necessário, e confiar que farão seu trabalho.
  • O Método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para, e por dentro de um time de desenvolvimento, é através de uma conversa cara a cara.
  • Software funcional é a medida primária de progresso.
  • Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários, devem ser capazes de manter indefinidamente, passos constantes.
  • Contínua atenção à excelência técnica e bom design, aumenta a agilidade.
  • Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.
  • As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de times auto-organizáveis.
  • Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.


06 julho 2016

Michelly Oliveira

10 dicas utilizando Design Thinking para desengavetar aquela ideia genial

 

10 dicas utilizando Design Thinking para desengavetar aquela ideia genial - Priscila Machado

Inovar é uma tarefa árdua e muitas vezes frustrante, mas essencial para obter diferenciação no mercado. Dessa forma, é fundamental entender as necessidades do seu público-alvo para criar soluções inteligentes e criativas.

O Design Thinking é uma metodologia criativa e prática que foca na solução de problemas e concepção de projetos através de um processo colaborativo e centrado no cliente. Várias empresas têm usado esta metodologia nos seus esforços na busca por inovação em negócios, processos, produtos e serviços.




Abaixo uma transcrição parcial da palestra apresentada por Priscila Machado no TDC Florianópolis 2016 onde ela dá (como já diz o título) 10 dicas de como desengavetar aquela ideia genial, utilizando Design Thinking.


Modelo de 3 Fases do Design Thinking: 


Inspiração
    1 - Se apaixone pela causa, não pela ideia genial
        Pense em uma causa, um problema que quer realmente resolver. Comece a pensar nesse problema até realmente achar uma solução.
    2 - Tudo é óbvio, desde que você já saiba a resposta
        Quando você faz uma pergunta óbvia, as pessoas param para pensar. E você começa a escutar as verdades, tem que ter paciência para ouvir as pessoas.
    3 - Aproveite os dias caóticos
        Trabalhar com inovação é viver no caos. Em design thinking, o dia maravilhoso é o dia do caos, aquele dia em que você não sabe o que vai acontecer, que vai botar o pé na rua, vai conversar com as pessoas e tudo que planejou para a sprint não faz mais sentido porque descobriu novas coisas e não vai esperar duas semanas para implementar.


Ideação
    4 - Co-criar é fantástico
        A ideia do desjgn thinking é que várias pessoas estão juntas fazendo o processo de criação.
    5 - Aprenda a fazer brainstorming
        É uma técnica básica de criação. É uma técnica estruturada e tem algumas regras básicas para funcionar. É interessante ter um facilitador, alguém que vai levar uma pergunta que vocês vão tentar debater.
    6 - Prototipe para pensar e não pense para prototipar
        É necessário haver um tempo para a criatividade fluir.

Implementação
    7 - Você não tem um helicóptero na garagem
        A regra da inovação diz: 1-tem que ter alguém querendo/precisando; 2-tem que ter tecnologia para desenvolver; 3-tem que ter alguém pagando por isso. Se você não tiver essas três coisas, não conseguirá levar o MVP para a frente, o experimento já falhou.
    8 - Tenha vergonha da sua primeira versão
        Baseado nas premissas da Lean Startup: construir - medir - aprender
    9 - Prepare-se para ouvir o que você não quer ouvir
        Nenhum produto resiste ao primeiro contato com o usuário. Prepare-se para ouvir, a maneira como você absorve, pergunta em cima para aprender o protótipo vai ajudar a fazer uma nova versão e evoluir o produto.
    10 - Tenha o pitch na ponta da língua
        Aprenda a vender sua ideia, toda a equipe. O discurso deve estar preparado para qualquer investidor, a qualquer momento.


Link para a gravação da palestra: http://bit.ly/1TxxgY1

18 abril 2016

Michelly Oliveira

Os seis papéis em um time ágil

 
Já deixamos claro em vários momentos neste Blog que só trabalhamos com métodos ágeis aqui na Concrete Solutions. Isso porque acreditamos que o processo de desenvolvimento Waterfall é um processo ultrapassado que nunca deveria ter sido aplicado em software. Este processo tem o problema de assumir uma realidade estática na qual pessoas oniscientes preveem o futuro. Ou seja, você acredita que sabe o problema a ser resolvido e a solução para ele antes de começar a criar o seu produto.


Este post tem por objetivo explicar um pouco de como funcionam os times ágeis, destacando a responsabilidade e a importância de cada papel dentro deles.

Antes disso, devemos ressaltar que estamos analisando os times ágeis que funcionam para desenvolvimento de produtos digitais. Cada produto também tem suas peculiaridades e funções específicas que podem interferir nessa estrutura de time. Aqui, nossa intenção é mostrar um time básico, com o qual desenvolvemos a maior parte de nossos produtos.

Também temos alguns conceitos que devemos explicar antes de entrar nos papéis. O trabalho em métodos ágeis é dividido em “sprints”, períodos de tempo pré-definidos, que seguem um “backlog”, lista organizada e priorizada do que tem que ser feito. O backlog é definido na planning, que antecede toda sprint, e revisado ao final dela, no que chamamos de “review”. Diariamente, o time tem reuniões rápidas (de no máximo quinze minutos) chamadas de “dailys”, nas quais os participantes apresentam o que cada um resolveu entre um dia e outro, eliminam as tarefas e assumem novas responsabilidades.



Dito isso, vamos aos papéis:

1. Product Owner (PO) ou Dono do Produto


O PO é o CEO do produto. Ele é o responsável pela definição de qual vai ser o produto, considerando as funcionalidades que ele terá. Ele deve ter uma visão geral de todas as sprints e gerenciar o backlog de acordo com essa visão, priorizando as tarefas. É o product owner quem diz ao time o que ele tem que fazer, e quando.

2. Scrum Master (SM)


O Scrum Master é o “coach” ágil do time. Ele garante que todas as práticas ágeis sejam seguidas, ou seja, garantir que a daily seja realizada, cuidar do tempo do sprint, etc. Também é função do SM proteger o time, garantindo que ele não se comprometa com mais do que pode desenvolver e gerenciando as expectativas dos stakeholders do produto. Também é o scrum master quem resolve problemas de relacionamento entre o time e impedimentos externos que possam atrapalhar o desenvolvimento do produto.

3. User Experience (UX), Designer ou Designer de Experiência de Uso


O UX é quem define a usabilidade do produto. É a ponte entre o desenvolvimento e o usuário final, aquele que vai usar o produto. Ou seja, ao UX cabe decidir o design e o fluxo que as informações devem seguir. É ele quem define quantas telas, o que terá em cada tela, onde fica cada link e etc.


4. Equipe de Desenvolvimento


É quem realmente faz o produto. Pode ser formada por uma ou até sete pessoas, que não têm funções pré-definidas. A equipe é auto gerenciada e auto organizada, ou seja, os próprios membros elegem quem será o responsável por determinada tarefa e cobram a realização dela. Neste ponto, é importante frisar que o time deve ter todos os perfis necessários para a execução do trabalho. Não adianta, por exemplo, ter quatro pessoas para back-end e nenhuma de front-end.

5. Growth Hacker ou Marketing do Produto


Pessoa cedida normalmente pelo marketing da empresa, o growth hacker é responsável por trazer tração para o produto durante a fase de validação. Este papel é responsável por fazer com que as pessoas saibam que o produto existe e engajar essas pessoas para que elas usem durante o desenvolvimento, uma vez que é por meio do feedback dessas pessoas que o time valida hipóteses e segue ou muda de direção. A diferença entre o growth hacker e o marketing tradicional é que o primeiro tem ênfase no uso de ferramentas mais analíticas, uma vez que seu objetivo é validar hipóteses que influenciam no desenvolvimento do produto, e tem orçamento mais limitado. Por isso, desenvolve campanhas focadas em grupos de usuários específicos.

6. Devops


É o responsável por codificar a infraestrutura na qual será montado o produto. Diferente do papel de infraestrutura tradicional, o Devops cria uma documentação viva do ambiente, que pode ser reutilizada.

Antes de terminarmos, é importante observar que todos esses papéis são interligados e parte de um time. Se não tivermos o PO, o time pode desenvolver um produto errado e todo o orçamento será gasto em engenharia. A frase que resume este ponto é “não importa quão bom seja o seu time se você não der algo relevante para ele fazer”. Sem o PO, o time vai desenvolver um monte de códigos desconexos da realidade, que pode não virar um produto efetivamente “entregável”, muito menos um produto de sucesso.

A falta de um scrum master pode comprometer o tempo em que o produto é criado. O time pode pegar mais tarefas do que efetivamente pode executar, e não desenvolver no tempo certo, enquanto os stakeholders podem ter suas expectativas frustradas. Vai faltar cadência no desenvolvimento do produto. Sem o time de desenvolvimento, não tem produto. Sem UX, não temos garantia que o produto vai ser “usável”, ou seja, que o usuário conseguirá utilizar o que você está criando. Sem o Devops, não haverá uma maneira replicável, automática e documentada para criação de ambiente para desenvolvimento, controle de qualidade e produção, enquanto que sem o growth hacker ninguém vai saber que seu produto existe e você não vai conseguir validar suas hipóteses, nem gerar tração e engajamento.

No fim, pode ser até que o produto saia, mas não aquele produto que você gostaria de construir e nem na velocidade que você esperava. Além disso, é bem provável que seu orçamento acabe muito antes do seu produto.


 Link: Concrete Solutions

21 novembro 2015

Michelly Oliveira

Ativar ou desativar o Gerenciador de dispositivos Android

 

Se você perder seu dispositivo Android, poderá usar o Gerenciador de dispositivos Android para:

Link para o artigo completo: https://support.google.com/accounts/answer/3265955?hl=pt-BR

01 novembro 2015

Michelly Oliveira

Como faço para atualizar meu repositório "forkado" usando SourceTree?

 


Primeiro, configure o repositório pai:


  1.      Abra seu repositório "forkado" no SourceTree.
  2.      Selecione "Settings" na barra de ferramentas.
  3.      No painel "Remotes", pressione "Adicionar".
  4.      Digite o nome que quiser (muitas vezes "upstream" ou "master") e a URL / caminho para o "repositório pai".
  5.      Pressione "OK" e, em seguida, "OK".


Agora, para atualizar:


  1.      Selecionar "Pull" na barra de ferramentas.
  2.      No menu suspenso "Pull from repository", mude seu "fork" para o repositório que você acabou de adicionar.
  3.      Pressione "OK".
  4.      (Opcional) Uma vez que você der pull, você pode querer dar push, do novo conteúdo para o servidor.


02 setembro 2015

Michelly Oliveira

As melhores respostas às 50 perguntas mais frequentes em entrevistas de emprego

 

1. Você se considera a melhor pessoa para esse trabalho? Por quê?
A melhor maneira de responder é oferecendo exemplos concretos das suas conquistas e habilidades. Compare as exigências da vaga com o seu perfil para que o recrutador veja que você é o mais indicado para a vaga.


2. Você é bom demais para esse trabalho?
Você pode responder mais ou menos assim: "bom demais? Alguns diriam que eu não sou bom demais, mas tenho todas as habilidades necessárias para este trabalho. E, mesmo que eu fosse bom demais, tem algum problema de contratar quem trabalhar melhor do que o esperado?"

3. Descreva uma experiência difícil no seu trabalho e como você lidou com ela.
Dê exemplos concretos do que já aconteceu no seu trabalho, depois discuta como você resolveu o problema. Seja positivo, o problema tem que acabar bem.

4. Descreva-se.
O recrutador não quer uma resposta de 10 minutos. Ofereça frases que te destaquem entre os outros candidatos e que abram espaço para outras discussões.

5. Descreva o melhor e o pior chefe.
Diga que você aprendeu algo, não importa com qual chefe você teve. Você pode, inclusive, afirmar que, com os bons chefes, você aprendeu o que fazer e, com os ruins, o que não fazer.

6. Fale sobre seus objetivos profissionais.
Com essa pergunta, o recrutador quer saber sobre as duas decisões. Quer saber se você não entrou no seu campo por acaso e está ali também por acaso. Alguém que saiba tomar bem decisões será um ótimo chefe.

7. Fale sobre seu estilo de trabalho.
Não adianta só falar que vocêé rápido. Os recrutadores não procuram isso. É melhor dizer que você é eficiente, organizado, focado e, devido a isso, você termina as suas atividades mais rapidamente.

8. Você prefere trabalhar sozinho ou em equipe?
Responda que está apto e se sente bem de realizar os dois tipos. Ofereça situações que sustentem sua afirmação.

9. Você leva trabalho para casa?
"Quando necessário, sem problema. Eu entendo a importância trabalhos que precisam ser realizados até tal dia impreterivelmente."

10. Dê alguns exemplos de trabalho em grupo.
O recrutador quer saber como você trabalharia com a equipe do lugar no qual você está prestes a integrar. Dê exemplos válidos de trabalho em grupo, nem que tenha que ser da faculdade.

11. Você já teve dificuldade para trabalhar com algum gestor?
Esta pergunta é complicada e deve ser respondida com atenção. Nunca diga que vocês não se davam por motivos banais e, sim, porque vocês tinham opiniões e expectativas diferentes. Um bom modo de resolver isso é sentar e conversar. Mas não exagere na crítica ao seu antigo chefe.

12. Você já ficou bravo no trabalho? O que houve?
"Bravo para mim é perda de controle, algo que nunca acontece comigo. Quando estou estressado, paro, respiro fundo e começo a pensar em como vou resolver o problema."

13. Como você lida com a pressão?
Uma boa forma de responder é: "eu lido com situações, não com pressão ou estresse. Desta forma, eu batalho e resolvo o problema, não o estresse."

14. Como você mede sucesso?
"Eu avalio sucesso de várias formas. No trabalho, é cumprir as metas que me foram passadas e quando a empresa inteira cumpre seu objetivo. Também acho que uma boa empresa é aquela que, não somente gratifica o sucesso, mas que oferece oportunidades de crescimento pessoal e profissiona."

15. Por quanto tempo você espera trabalhar aqui?
Responda que até quando você tiver a oportunidade de continuar ou até quando seus serviços forem necessários.

16. Quais são suas aspirações de salário?
Primeiramente, pesquise qual é a média de salário para a sua profissão, para o que você fará na empresa e balanceando o seu valor. Uma vez feito isso, você tem várias opções. Citar o salário base da sua ocupação e espera uma proposta, daí você pode dizer que vai pensar ou, simplesmente, não. A resposta negativa pode oferecer um salário mais alto, porém é mais arriscada. Aja de acordo com as suas necessidades.

17. Descreva o seu ritmo de trabalho.
Novamente, não adianta dizer que você é rápido. Responda que você trabalha num ritmo equilibrado e mediano, mas que sempre termina os afazeres antes do que foi combinado.

18. Como você se descreveria?
Neste caso, as variáveis são você mesmo, a companhia para a qual você trabalhará e a posição à qual você está se candidatando. Considere tudo isso e ofereça seus pontos fortes em poucas frases.

19. O que você faria se seu chefe estivesse errado?
Diga que depende da situação e da personalidade do chefe. Se possível, dê exemplos concretos.

20. Se eu perguntasse às pessoas que você conhece por que você deveria ser contratado, o que elas diriam?
"Seguramente, eles justificariam minha contratação pelo fato de eu ter as qualidades necessárias para este emprego e pela minha experiência neste ramo."

21. Qual o tipo de ambiente de trabalho no qual você prefere trabalhar?
Diga que você pode ser flexível e pergunte como é o ambiente de trabalho na empresa. Depois, responda qual você prefere usando as palavras chaves proferidas pelo recrutador.

22. Existe algo mais que você gostaria de saber sobre o trabalho e a companhia?
É a hora do recrutador escutar você. Faça perguntas pertinentes. Aqui estão alguns exemplos do que NÃO perguntar: "eu consegui o emprego?", "quando são minhas férias?", "eu posso mudar meu horário de trabalho?" e o pior "o que esta empresa faz?".

23. Conte por que você quer trabalhar aqui.
É importante que você tenha pesquisado antes sobre a empresa. Uma vez que você a conhece, compare o que ela e pode oferecer com as suas habilidades, objetivos e metas futuras.

24. O que você busca na sua próxima posição?
Você pode perguntar "qual é o caminho normal de alguém que trabalha na minha posição?" A partir desta resposta, a partir das palavras-chaves que o recrutador tenha mencionado.

25. Quais são as suas paixões?
Com esta pergunta, o entrevistador quer saber um pouco da sua vida. Não precisa necessariamente citar algo relacionado ao trabalho, mas certifique-se de que você não citou nada que possa atrapalhar seu futuro emprego.

26. Quais são suas metas para o futuro?
Relacione suas metas com a empresa e com a sua profissão. Ou seja, você gostaria de aprender e contribuir para uma empresa deste porte e crescer dentro da minha área.

27. Quais são seus requerimentos salariais?
Isso depende da situação na qual você se encontra na vida pessoal e na própria entrevista. Se você estiver precisando, não arrisque fazer muitos requerimentos. Em contraposição, se você sentir que a empresa quer muito você, renegocie seu salário.

28. O que você pode fazer para esta companhia?
Assumindo que você tenha pesquisado sobre a empresa, junte suas habilidades, metas, objetivos e competências com o que você conhece sobre a companhia e faça a sua resposta pessoal.

29. No que você pode contribuir para esta empresa?
Dê exemplos concretos das suas antigas contribuições com a sua antiga empresa e relacione-as com o que você pode oferecer no futuro.

30. Quais desafios você busca no próximo trabalho?
Responda que você procura desafios que façam você crescer e que você resolva com as habilidades que possui. Não esqueça de dizer que você se sente motivado por desafios, não assustado.

31. O que te agradava e o que você não gostava no seu último emprego?
Não exagere ao falar mal demais na sua antiga empresa, porque o recrutador pode achar que você pode fazer o mesmo no futuro. Considere falar sobre você e seu estilo para que o próprio entrevistador perceba que você se adaptará bem ao emprego no qual você está se candidatando.

32. O que você espera de um supervisor?
"Eu aprecio ambientes de trabalho nos quais os supervisores têm um contato mais próximo e pessoal com seus colegas, longe de favoritismo e conscientes das necessidades e facilidades de cada funcionário.

33. Quais são as decisões mais difíceis de tomar?
Esta pergunta é comportamental e, por isso, não há um certo ou errado para ela. Você será avaliado pela lógica com que as enumera e a forma como resolveu esses problemas.

34. O que você aprendeu a partir dos seus erros?
Neste caso, dê exemplos de algo que deu errado e que você você corrigiu depois.

35. O que te interessa neste trabalho?
A melhor forma de responder a esta questão é descrever a própria vaga. Se você está interessado mesmo na vaga, isso funcionará como saída.

36. Qual é sua maior força?
Descreva qualidades que te façam apto para preencher o perfil que a empresa procura.

37. Qual é sua maior fraqueza?
Ofereça exemplos de defeitos não tão ruins assim. Como urgência para terminar o mais rápido possível os projetos, ou necessidade de checar 3, 4 vezes uma tarefa.

38. Quais foram os maiores desafios pelos quais você passou?
Certifique-se de oferecer exemplos concretos de como você lidou uma situação complicada e particular.

39. Quais foram os maiores problemas que você encontrou nos antigos empregos?
Descreva algum problema, mas não seja exagerado demais. Não se esqueça de citar algo que, embora desafiador, foi resolvido.

40. Qual foi sua maior contribuição (e fracasso) na última posição em que se encontrava?
Se você trabalhava bem, não terá problema em falar sobre contribuição. Mas não esqueça de citar mais de uma, exemplos são sempre válidos.

41. O que foi mais (e menos) gratificante na sua última posição?
Novamente, dê exemplos concretos; mas, na hora de falar sobre o que era pouco gratificante, tire vantagem disso: explique como você foi paciente, persistente e inteligente para lidar com essas situações e ainda trabalhar com eficiência.

42. Suas experiências são relevantes para este trabalho?
Neste caso, seja específico na sua experiência. A melhor forma de responder é descrever suas antigas responsabilidades e conectá-las com o trabalho no qual está se candidatando.

43. O que você faria se não conseguisse mais ofertas de emprego?
É importante responder que você se comprometerá a essa empresa se conseguir o emprego e, se não achar mais nenhum, refletiria se estava no campo certo e, após a reflexão, decidiria o que fazer.

44. Por que você está deixando seu trabalho?
Se sua saída foi tumultuada, seja honesto e tente concentrar a conversa no futuro. Mas não fale mal do seu chefe, não justifique sua saída porque ele não era carismático ou algo assim.

45. Por que você quer este emprego?
"Esta empresa é o lugar onde minhas qualificações podem fazer a diferença. Por exemplo, na outra empresa..." e conte um caso onde você fez a diferença.

46. Por que você se demitiu?
Em geral, a melhor saída é explicar que você não tinha mais o que aprender e que as suas chances de crescimento eram mínimas e você queria ir adiante.

47. Por que você foi demitido?
Primeiramente, diga que suas competências não batiam com o lugar onde você trabalha e, em seguida, explique que é nesta empresa onde você poderá explorar melhor suas qualidades e interesses.

48. Por que você largou este emprego?
Esclareça que você enxergou esta empresa como lugar correto para crescer e dar o seu melhor, em vez da última na qual estava.

49. Por que deveríamos te contratar?
Dê exemplos concretos do que você fez e do que pode fazer. Na hora de explicar como será útil para a empresa, fale sobre seu conhecimento na área e da sua experiência no assunto.

50. O que você sabe sobre esta empresa?
Não seja pego desprevenido. Pesquise sobre a empresa antes e não reproduza fofocas sobre a companhia, como "ouvi dizer que ganham bem aqui", ou "ouvi dizer que se trabalhar até tarde aqui". Mesmo se essas fofocas forem verdade, se você está numa entrevista para trabalhar lá, é porque ou está de acordo com o que se comenta ou porque não acredita nos rumores. Dividir isso com o recrutador não será útil a você.

10 agosto 2015

Michelly Oliveira

5 dicas para criar roteiros de teste de usabilidade

 
Desde que comecei a ensinar outras pessoas notei que: gente, criar um bom roteiro de teste não é tão simples assim. Eu aprendi as coisas na marra prática, por tentativa e erro. Por isso achei que seria útil reunir aqui algumas coisas que eu gostaria que tivessem me dito quando eu comecei.

#1 Sim, você precisa de um roteiro

Sendo tímida desde criancinha, aprendi que o planejamento é muito útil: se você pensa no que falar de antemão, não te dá um “branco” na hora. É assim na vida e é assim em pesquisa também.
Você não vai simplesmente colocar um fulano na frente do produto e dizer: “use aí”. Ninguém pega um produto sem contexto, né? É importante ter um cenário, um objetivo, algo a fazer ali.
Nem precisa ser um roteiro formal, impresso. Se você anotar as tarefas em um caderninho (ou em post-its, se quiser ser mais moderno) já ajuda muito.

#2 Comece pelo objetivo

O que você quer descobrir o teste? Formule objetivos, e tente ser mais específico do que “ver se o site tá bom”. Pode ser algo simples, do tipo:
“Quero descobrir quais as dificuldades no fluxo de compra que podem levar a problemas de conversão.”
Ou algo mais direito:
“Quero descobrir se as pessoas sabem como usar os filtros por cor na página de resultados”.
O objetivo também pode ser avaliar uma hipótese:
“Pouca gente usa o filtro por cor. Pode ser porque ele está abaixo da dobra.”
Objetivos definidos? Coloque no papel. Anote em um plano de teste. Coloque em qualquer lugar, desde que não perca de vista. E a partir deles, crie as tarefas.

#3 Crie tarefas com as quais as pessoas possam se identificar

O seu papel é fazer com o que teste seja o mais próximo possível de uma situação real de uso. Por isso, crie cenários de tarefa com base em situações cotidianas, para que a pessoa possa se colocar naquela situação – e fugir de uma simulação apenas mecânica.
tarefas

#4 O que é o sucesso para você?

OK, Google images. Não era bem isso que eu queria dizer.
Para cada tarefa, há um caminho ideal = sucesso da tarefa. E é muito útil você definir isso antes de começar os testes, para saber em que você deve prestar atenção. E aqui você pode incluir métricas úteis para analisar os resultados depois.
Veja agora as mesmas tarefas com objetivo e sucesso definidos:
tarefas2

#5 Tudo bem sair um pouco do roteiro se você souber o que está fazendo

Você levou alguns dias criando um roteiro incrível e agora deve segui-lo à risca, certo? Certo. Mas com o tempo você percebe que nem sempre é o melhor para a pesquisa.
Às vezes a pergunta não se encaixa muito bem no participante – em vez de um sapato vermelho, ele tem mais cara de quem compra botas country. Tem gente que é super espontânea e empolgada e vai fazendo de uma vez todas as tarefas do roteiro, tudo fora de ordem. E às vezes o que a pessoa está te contando é mais interessante e mais útil do que as tarefas previstas no roteiro. O que fazer?
Nesta hora a gente volta ao primeiro ponto: o objetivo. Se você tem os objetivos do teste na cabeça (ou anotados no roteiro), pode adaptar as tarefas para atingir os mesmos resultados. Se você sabe o que tá por trás de cada tarefa fica mais fácil avaliar se a pessoa já avaliou aquele ponto ou não. Com a prática você pode ir adaptando o roteiro a cada situação – pode fazer perguntas diferentes, mudar a ordem das tarefas e inventar novas tarefas na hora.
Desde que você mantenha os objetivos em mente e que tenha liberdade para isso, improvisos podem ser bem legais. Mas se está fazendo um estudo grande, em que é importante manter o rigor para comparar resultados, melhor ser um pouco mais certinho.
Por fim, se você tá começando pode ser mais difícil achar aquele gancho do improviso. É normal. Neste caso apenas ler o roteiro e prestar (muita) atenção já tá de bom tamanho. Na dúvida, siga o roteiro e seja feliz.

Fonte: http://arquiteturadeinformacao.com/pesquisa-com-usuarios-2/5-dicas-para-criar-roteiros-de-teste-de-usabilidade/

05 agosto 2015

Michelly Oliveira

16 dicas para uma boa entrevista com o usuário

 



Entrevistar um usuário é uma arte. Seja em um teste de usabilidade, focus group, pesquisa etnográfica, teste de conceito. Fico fascinado quando tenho a possibilidade de acompanhar o teste e vejo como existem profissionais super qualificados no mercado – gente que nasceu para a coisa.
Michael Margolis, UX Researcher do Google, fez uma lista com 16 dicas essenciais para realizar uma boa entrevista. Segundo ele, o segredo é deixar os participantes à vontade e, consequentemente, extrair bons resultados da conversa.
Confira a lista (traduzida e resumida) abaixo:
  1. 1- Entre no personagem. Deixe de lado o seu personagem “designer” e entre no personagem “entrevistador simpático”. Evite o comportamento cético e os julgamentos em excesso – e vá de coração aberto. Isso pode deixar a entrevista muito mais amigável e casual.
  2. 2 - Sorria. Respire fundo e sorria. Seja cordial desde o início (desde o primeiro contato pelo telefone). Sorrir faz com que sua voz e sua atitude sejam muito mais positivas para com o entrevistado.
  3. 3 - Fascine-se. Demonstre que está interessado em tudo o que o participante diz e mostre sua curiosidade em aprender com ele. Sua expressão corporal e linguagem podem ajudar a demonstrar isso. Nunca franza a testa.
  4. 4- Seja neutro e encorajador. Um simples “hmm” ajuda a dizer para os usuários que você está ouvindo o que ele diz. Não se ofenda caso alguém critique o produto. Esse é justamente o motivo de vocês estarem sentados ali.
  5. 5 - Não julgue ou menospreze. É contraprodutivo. Nenhum usuário é “idiota” ou “não sabe o que está falando”. Ele sabe o que está falando melhor do que você. Depois da entrevista terminada, aí sim você pode julgar se o comentário dele fez sentido ou não.
  6. 6 - Construa a conversa. Comece com “small talk” antes da entrevista, faça perguntas fáceis antes de começar a entrevista pra valer. Na hora de terminar a entrevista, também evite terminar abruptamente. Uma opção é usar o último minuto da conversa para resgatar e resumir tudo o que foi falado. Agradeça.
  7. 7 - Faça perguntas abertas. Evite aquelas perguntas que podem ser respondidas com “sim” ou “não”. Perguntas abertas geram respostas muito mais interessantes. Ao invés de perguntar “você clicaria…?”, pergunte “o que você faria?”.
  8. 8 - Continue perguntando. Não se contente com a primeira reposta dada pelo usuário. Continue pedindo mais explicações. Por que? Quando? Como? Você pode dar um exemplo?
  9. 9 - Tire as dúvidas. Se você não entendeu com clareza aquilo que o participante te explicou, pergunte na hora. Depois que a sessão terminar, fica bem mais difícil voltar no assunto para esclarecer dúvidas.
  10. 10 - Responda com perguntas. No começo da sessão você pode avisar que você quer justamente descobrir as dúvidas deles, e por isso mesmo você vai evitar respondê-las de forma óbvia. Responda às perguntas dos entrevistados com novas perguntas. “O que acontece quando eu clico aqui?” – “O que você acha que acontece?”.
  11. 11 - Deixe a conversa pessoal. Evite generalizações como “as pessoas normalmente…”. Peça exemplos práticos e reais de experiências anteriores do entrevistado.
  12. 12 - Controle o tempo. Priorize aquelas perguntas que você quer ter respondidas a qualquer custo. Se sobrar tempo, guarde umas perguntas menos essenciais na manga. Ah, e evite ficar olhando no relógio enquanto conversa com a pessoa.
  13. 13 - Não force a barra. É delicioso ouvir o quão fantástico é o seu produto, mas não estimule as pessoas a falarem isso. Se um elogio vier, que seja natural.
  14. 14 - Cale-se e ouça. Você trouxe o participante ali para que ele fale, não você. Tente reduzir o tempo da sua fala, para deixar mais tempo para a pessoa falar.
  15. 15 - Observe expressões faciais, corporais e tom de voz. Muito do feedback do usuário vem de forma não verbalizada. Aquela cara de azedo enquanto ele navega pelo seu site pode significar uma dúvida. Pergunte qual é.
  16. 16 - Pratique. Como qualquer outra habilidade, a entrevista melhora com a prática. Não se preocupe em aplicar todas as técnicas acima de uma vez só. Escolha algumas para prestar atenção em sua próxima entrevista. Aos poucos todas elas acontecerão naturalmente.
Fonte: http://arquiteturadeinformacao.com/usabilidade/16-dicas-para-uma-boa-entrevista-com-o-usuario/